Em Amor, Gratidão e Entrega - na companhia de uma infusão de urtiga

Querid@ tu,

Antes de mais, deixa-me dizer-te o quão grata estou por leres estes textos, estas contemplações.

Muito grata por estares aí, desse lado e receberes estas partilhas!

E é de gratidão e de outras coisas que vos quero falar hoje.


Ao longo de muitos anos disse obrigada.

> porque faz parte de uma boa educação

> porque é a resposta a um favor que me seja feito

> porque assim tem de ser

> porque não?


Chegou depois a altura de questionar esta obrigação (assim o sentia na altura) em dizer obrigada por tudo e mais alguma coisa e a tod@s. Porque me disseram que esta palavra tinha um peso menos positivo. Afinal, parecia que eu era "obrigada" a fazer algo por algo/alguém exterior a mim. Que havia um dever, um compromisso, uma imposição que não me saía das entranhas, que não me era natural e que eu tão pouco entendia. Fazia-o porque assim tinha de ser. "Obrigada gente por me confirmarem que eu estou viva e que tenho valor." Afinal, valia a pena estar viva - para ter a validação das pessoas que me rodeavam, assim eu tinha valor, assim eu percebia o significado de estar viva.

Disseram-me que a palavra tinha tanta negatividade que eu devia trocá-la por "estou grata por...". Porque ninguém deve obrigar ninguém a nada.

Comecei a sentir que mais do que acreditar na opinião das outras pessoas, o mais profundo seria mergulhar nesta palavra de forma a personificá-la a incorporá-la para a entender de uma forma holística, na minha experiência.

E assim o fiz!

Entreguei-me à GRATIDÃO, de coração aberto e de mente aberta.

Em AMOR, em curiosidade e em profunda ENTREGA a uma essência que eu sabia estar longe de perceber.

Numa intenção forte de entendimento e de expressão diária desta palavra, comecei uma viagem sem fim. Numa descoberta constante de tantas faces que a gratidão tem. De ficar surpresa com as expressões tão variadas e com aquilo que à mistura vem.


Afinal, o que descobri eu?

> que ninguém é obrigad@ a nada; ninguém é vítima seja do que for, pois há sempre uma escolha. Eu, tu e tod@s temos o poder de escolha e de decisão

> que é fácil deturpar ou mal entender aquilo que nos é explicado

> que as palavras têm um peso energético que lhes é imposto pelas experiências que cada um@ tem com as mesmas

> que eu posso criar a minha realidade ao olhar as situações com interesse e curiosidade ao invés de esperar um resultado específico das mesmas

> que as coisas nem sempre são que parecem

> que a gratidão é amor e entrega

> que a gratidão pode ser o resultado de entrega ao amor, do amor na entrega à vida/ao desconhecido

> que a gratidão não é uma coisa

> que se não houver imposição de ideias ou pré-estabelecimento de conceitos associados a uma palavra, há liberdade para um verdadeiro mergulho nessa palavra

> que gratidão é mais do que uma palavra

> que EU SOU GRATIDÃO


Não arranjei um conceito para vos expor ou alguma definição que eu tenha experienciado.

Apenas sei que a gratidão é algo presente e que eu tenciono ser sempre. E que nem sempre se expressa da mesma forma. Que pode ser um telefonema, um presente, uma carta, um sorriso, um passeio, um ritual de auto-amor, uma lágrima, um adeus, um olá e até mesmo um bolo de chocolate ou gelado fresquinho no verão!

Apenas sei que gratidão faz parte da minha rotina nocturna.

E que nesta rotina, deixo de me preocupar, de me identificar com medos, nervosismo, ansiedade e raiva.

Quando há conexão e verdadeira visão desta qualidade que nos é inerente, apenas resta o AMOR.

Porque houve ENTREGA, sem expectativas, em presença.

Assim, que mais há a fazer ou ser do que acordar todos os dias EM AMOR, GRATIDÃO E ENTREGA?


PRÁTICA:

Escreve todos os dias, no teu caderno, 3 coisas pelas coisas és grat@.

Observa o que sentes antes, durante e depois deste exercício e se escolheres esta prática como parte integrante da tua rotina, verifica com atenção profunda, o que esta prática te traz.

OFERTA:

O meu presente para ti, como agradecimento por estares aí e leres estas palavras, é este guia de rotinas matinais e nocturnas.

Estas são as rotinas que me fazem sentido neste momento.

Espero que te inspirem para poderes criar as tuas, de forma a apoiar a gratidão, o amor e a entrega que tu és e que podes expressar em tudo aquilo que fazes.


Não te esqueças de ver o cházinho desta semana!

Com amor,

Raquel PW *