Isabel de Aragão

Série "MULHERES INSPIRADORAS"

Isabel de Aragão (Rainha Santa Isabel) - Mulher evolucionária


Diz-se que aquilo que sempre moveu esta mulher foi a caridade: "Deus deu-me um trono para eu fazer a caridade".

Eu chamaria altruísmo, amor, entrega, serviço e muita e (R)eal presença.

Desde sempre que a história desta "nossa" Rainha me fascinou e continua a fascinar!

Lendo mais e mais sobre esta incrível mulher, mais a conheço e reconheço estas características em tantas mulheres e em mim própria.

Características que valem a pena ser cultivadas e que são um exemplo do que é um ser humano em devoção ao divino.

  • Fidelidade ao que considerava ser a verdade
  • Fadada para misteriosos e mágicos destinos (nasceu envolta por uma película que a sua mãe guardou numa caixa de prata)
  • Trabalhou no estabelecimento de alianças e de resolução de conflitos entre outros reinos peninsulares
  • Fez diversas intervenções pacificadoras entre o seu marido e um dos seus filhos ("Desta sua intervenção pacificadora ficou célebre o episódio da mulinha: sozinha, D. Isabel atravessou os campos de Alvalade (ou de Lumiar ou de Loures) onde já se defrontavam os dois exércitos inimigos.")
  • Apesar de muitas traições matrimoniais por parte do marido, Isabel, cuida dele até à morte quando ele estava doente
  • Peregrinou até Santiago de Compostela duas vezes (uma delas a pé)
  • Dedicou-se a obras de caridade e piedade até morrer
  • Imagem do paradigma das santas rainhas que assim o são pelas virtudes da piedade, da caridade, misericórdia , humildade, devota, com práticas de jejuns, abstinências, vigílias e dádivas frequentes a mosteiros e igrejas.
  • Lenda do Milagre das Rosas: pão que é transformado em rosas quando ela ofertava pão aos pobres à rebelia do seu marido. Por não querer mostrar o que era que levava no seu vestido, disse-lhe "São Rosas Senhor, são rosas!" e rosas apareceram em vez do pão
  • "A "lenda do ermitão", que vem avisar a rainha que a sua filha D. Constança, que morrera em Castela, penava no purgatório e pedia a intervenção de sua mãe
  • "A "lenda da mulinha de Alvalade", há pouco referida, e a "lenda da aparição da virgem": momentos antes de morrer, D. Isabel pediu à nora, a rainha D. Beatriz, que desse lugar à senhora de vestes brancas, que ninguém, senão ela, via."
  • A "lenda das águas do Tejo que se apartam", em que a tradição de Santa Iria, que deu nome à cidade de Santarém, se cruza com a memória bíblica da passagem do Mar Vermelho: as águas do Tejo abrem-se para que D. Isabel possa ir até junto do túmulo da virgem mártir que as areias guardavam no fundo do rio"
  • "A "lenda do pagem da rainha", história de vinganças frustradas, que pode ser aproximada duma tradição popular de enganos e artimanhas: é por um engano providencial que o pagem da rainha, falsamente acusado perante o rei, se salva da vingança de D. Dinis e da cruel morte que o esperava"
  • "A "lenda da rainha lavadeira", que se insere nas tradições ligadas à origem sobrenatural ou mágica das fontes e ribeiros: as águas onde a rainha ia lavar os panos do hospital de Alenquer, passam a ter poderes curativos"
  • "A lenda do "mausoléu que dá um salto", que se aproxima das narrativas de prodígios e artes mágicas: tocado pelo bordão que Santa Isabel trouxera da peregrinação a S. Tiago de Compostela, o pesado túmulo de pedra, que as águas do Mondego ameaçavam, salta milagrosamente para um lugar mais elevado"
  • "A "lenda do tecto do refeitório de Santa Clara": indo a cair as pesadas traves usadas na construção da sala, voltam milagrosamente ao seu lugar, assim se salvando o operário que aí trabalhava.

Informações retiradas do texto de M. Lourdes Cidraes, Isabel de Aragão, Rainha Santa: da História ao Mito

aqui.


E porque vos quis falar desta rainha e do mito Isabelino em Portugal?

Porque a Rainha Santa Isabel é ainda uma inspiração para muitas mulheres, para mim. Porque se entregou a algo maior do que o seu umbigo, porque amou a divindade em todas as pessoas com que se cruzou, porque se entregava às suas práticas espirituais da mesma forma que se entregava à vida. Não separava aquilo que era o seu dia a dia das suas práticas espirituais. Porque entendeu e viveu o amor de uma forma maior do que um amor egoísta e centrado numa única pessoa. Porque era magia na sua essência e o seu corpo, mesmo depois de morto, exalava um perfume floral.

E tu, quando te olhas nos olhas, ao espelho, o que vês?

Vês um reflexo de divindade e entrega ao divino, nas suas diferentes expressões ou vês defeitos e coisas menores?

O que queres expressar através deste corpo? Amor num abraço em serviço ao divino ou centramento em actos e pensamentos egoístas?


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NOTA: Documentário na RTP


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CHÁZINHO COM A RAQUEL, aqui.